Criada com o objetivo de selecionar e indicar vinhos de autor, frutos de projetos especiais, a nova loja online de vinhos ultra premium da Mosto Flor também disponibilizará aos seus clientes acesso aos ícones consagrados do mundo do vinho.

O já clássico Almaviva nasceu em 1997, da união entre a Baronesa Philippine de Rothschild, do 1er. Cru Classé Château Mouton-Rothschild de Bordeaux, e Eduardo Guilisasti Tagle, presidente da chilena Concha y Toro.

A inspiração para a criação de Almaviva foi a bem sucedida joint-venture Opus One, em Napa Valley, na qual Baron Philippe de Rothschild (de Mouton-Rothschild) e Robert Mondavi, se uniram para produzir um vinho cuja estrela seria a Cabernet Sauvignon, unindo a tradição e expertise de um 1er. Cru Classé de Bordeaux, com terroir mais cultuado da Califórnia para a aclamada variedade, o famoso vinhedo de To Kalon.

Segundo Amanda Camilotti, CEO da Mosto Flor e responsável pela seleção do portoflio da loja, “para criar o Almaviva, seria necessário simplesmente o melhor do terroir chileno para a Cabernet Sauvignon”. A Concha y Toro selecionou os terraços aluviais próximos ao Rio Maipo, no solo de Puente Alto, composto de cascalho, argila e calcário, semelhantes em características aos solos do Médoc, em Bordeaux.

O melhor do vinhos chilenos

Os 40 hectares do vinhedo original até então eram destinados para Don Melchor, outro símbolo da excelência da Cabernet Sauvignon no Chile. Hoje são mais de 60 hectares, parte plantada em 1978, com plantio de novas parcelas em 2001. Além da estrela maior, a Cabernet Sauvignon, também são cultivadas a Cabernet Franc, a Carménère, a Petit Verdot e a Merlot.

Puente Alto ostenta um microclima especial. A região é beneficiada pela altitude (650 m acima do nível do mar) e proximidade dos Andes, o que permite a entrada de ventos frios da Cordilheira à noite, arrefecendo o processo de amadurecimento acelerado pelo calor do dia, permitindo a evolução equilibrada da fruta. Em função desse clima especial, a colheita da Cabernet Sauvignon costuma ocorrer duas semanas mais tarde que na região de Colchagua.

A enologia de Almaviva teve Pascal Marty, egresso de Opus One, como o primeiro responsável, que permaneceu até a safra 2003. A safra 2004 foi a primeira que esteve sob os cuidados do enólogo americano Tod Mostero, também trazido de Opus One, que ficou até 2007, quando retornou aos Estados Unidos. Desde 2007, o francês Michel Friou, ex-Casa Lapostolle, está no comando da enologia de Almaviva. Os enólogos de Almaviva sempre contaram com a experiência e conhecimentos dos enólogos-chefes de Mouton-Rothschild (Patrick Léon desde o início até 2003 e, a partir daí até hoje, Philippe Dhalluin).

A vinificação cuidadosa é feita separadamente para cada variedade, em tanques de aço inox e desde 2005 a proporção de barricas novas está reduzida a 75% de uso de carvalho novo (antes 100% de barricas novas). O zeloso trabalho continua no processo de maturação, no qual cada variedade é degustada em suas barricas para a composição de diferentes lotes que serão selecionados para o blend que em seguida será engarrafado.

A origem do nome Almaviva

A história dos dois continentes está presente no nome do icônico vinho. Almaviva foi inspirado no conto francês “As Bodas de Fígaro”, de Pierre de Beaumarchais, no qual o conde de Almaviva é o herói. Philippine de Rothschild foi casada com Jean-Pierre de Beaumarchais, parente do autor da obra, com quem teve um filho. O símbolo do rótulo, por sua vez, vem da cultura mapuche, povo nativo do território chileno, e simboliza a visão que tinham da terra e do cosmo.

Almaviva 2018

Muitos são os adjetivos para o Almaviva 2018, que acaba de chegar à Mosto Flor, mas se apenas uma palavra tivesse que ser escolhida para defini-lo, ela seria “equilíbrio”.

Com pontuações sempre próximas da marca dos 100 pontos dos principais críticos da atualidade (98 de James Suckling, 96 de Decanter Magazine e 96 de Wine Advocate – Robert Parker), Almaviva 2018 traz uma personalidade distinta das safras anteriores de 2017 e 2016, anos que primaram pelo calor e consequente exuberância no curto prazo.

Em 2018 as temperaturas médias a cada mês coincidiram com as médias históricas desde a primeira safra (1996-2017). E mais importante, dos 316 mm de chuva no ano, 280 mm se concentraram no inverno; época que o subsolo acumula as reservas hídricas para o verão que seguirá e não implica em problemas fúngicos na planta, uma vez que está em fase de hibernação.

Segundo o enólogo francês Michel Friou, responsável por Almaviva desde 2007, outro momento importante do ciclo de 2018 ocorreu na fase de amadurecimento dos cachos das uvas. “O início do verão foi um pouco mais quente e depois foi ficando mais fresco ao longo da colheita, mas sem umidade”. Isto significa que cada variedade pôde ser colhida em seu momento ideal e sem pressa.

Todos os 68 hectares plantados atualmente são colhidos de forma manual. Ao chegar na adega, as uvas são selecionadas de forma manual e em seguida os grãos ainda passam por uma seletora ótica, cuja programação consegue descartar qualquer grão de uva que esteja fora do padrão desejado. Isso valida a máxima que sem boas uvas não se faz um grande vinho.

As uvas seguem, então, para os tanques de fermentação (inox), onde cada variedade é trabalhada individualmente. Em seguida, cada vinho segue para as barricas de carvalho francês, ainda na forma varietal, onde permanecem por 18 meses e são degustadas periodicamente para definição da mescla final de Almaviva.

Em 2018, Almaviva é um assemblage de 72% de Cabernet Sauvignon, com 19% de Carménère, 6% de Cabernet Franc e 3% Petit Verdot. Esta é a maior participação da Cabernet Sauvignon nas últimas cinco safras de Almaviva, o que indica a personalidade do vinho neste ano, com a variedade que é o DNA de Almaviva.

Na taça, esta safra 2018 mescla virtudes da elegante safra 2015 e da potente safra 2016. As condições da safra 2018 resultaram em um vinho com a clássica força da Cabernet Sauvignon de Puente Alto (Maipo), com sua intensidade típica, mas com frescor e elegância suficientes para fazê-lo evoluir por décadas. Seguramente uma das feições mais complexas de Almaviva, com trama de taninos muito fina, pureza e precisão na extração da fruta e frescor para deixá-lo vibrante e longevo.